A choupana do pastor
28 juin 2011
Acordei de manhã com uma densa neblina tapando a vista para a serra. Salpica a cara, arrepia a pele e pensei nos dois pastores, os 2 Miguéis lá em cima, no cume da Serra da Estrela.
Quando chegou a hora da despedida, o cordeiro tinha nascido, a louça (chocalho) dos chibos retirada, a ordenha das cabras feita para alimentar a matilha de cães. Os familiares estavam a arrumar a merenda, deixando para a semana alguma roupa. À porta da choupana, roupa de cama e imensos cobertores.
É assim que os 2 Miguéis devem ter passado a noite. Colados um ao outro porque aquilo é minúsculo.
A choupana feita de chapa de zinco será, para o próximo mês, o abrigo das noites inóspitas perante uma paisagem que se abre sobre o imenso vale.
(Não é que estava a trovejar em casa!)












28 juin 2011 at 2:12
Às vezes custa a acreditar que ainda existem pessoas com esse modo de vida. Ainda bem que algumas tradições não estão completamente perdidas :)
28 juin 2011 at 7:25
[...] outro estar, em que o silêncio não cansa, viver de homens em que fomos intrusas. O convívio e a amizade que elegem como valores não traduzem o afecto entre pastores que [...]
28 juin 2011 at 10:24
que maravilha.
29 juin 2011 at 12:39
Ai que saudades eu tenho da Serra de Estrela. Das caminhadas de vários dias. Dos encontros com aldeias e gentes que fazem dela a sua vida… Beijinhos
20 juillet 2011 at 9:06
[...] mudando de lugar a cada duas ou três semanas, mas não sabia como. Já víramos a minúscula choupana, a que na brincadeira chamam a cabana do amor, tínhamos ouvido falar do frio e do mau tempo [...]