Uma agulha mágica
19 novembre 2011
Entrei na mercearia para comprar uma agulha de crochet. Saí de là com uma agulha mágica, uma linha de meia e um pequeno tapete que tem, à vontade, mais de 90 anos.
Conversa puxa conversa, no lote das agulhas de crochet, deparei-me com uma pequena embalagem plástica da “Lavor Tricot”.
Intrigada com o objecto que nunca tinha visto antes, a D. Luísa foi buscar a casa o pequeno tapete feito pela sua mãe, tal como muitas das crianças do povoado faziam quando existia a telescola.
Não soube explicar-me como se chamava o ponto que produzia a tal agulha, mas gostei tanto do resultado final, tão parecido com uma toalha turca que decidi fazer a experiência.
Afinal, chama-se ponto russo. Não é difícil mas requer alguma destreza.
Não tarda, mostro o resultado.









19 novembre 2011 at 9:26
Awesome!
19 novembre 2011 at 9:40
I’m very intrigued by your magic needle – I’ve never seen it before, and I love what you made with it!
19 novembre 2011 at 9:49
Olá Diane :-)
Também estou encantada com esse tapete!
Apesar de não ser grande especialista em bordados, adorava encontrar uma agulha dessas para experimentar também!
Beijinhos!***
19 novembre 2011 at 11:03
Quando era pequena tb fiz um tapete desses, juntamente com a minha irmã e primas. Confesso que éramos pressionadas pela minha avó que queria que aprendêssemos estas coisas. Na altura só pensava se ainda demoraria muito para poder ir para a praia. Agora, gostava de ter aprendido mais, mas ainda vou a tempo:)
19 novembre 2011 at 11:15
Penso que se trata de um ponto de tapeçaria chamado “fada-do-lar”. Pelo menos eu conheço-o por esse nome. Fiz qualquer coisa em pequenina, pois a minha mãe também fazia. Só tenho ideia que depois de acabado o trabalho a fase final era dar uma camada de cola (ou goma?!) no lado avesso para segurar os pontos…
19 novembre 2011 at 12:09
ouaou !!! Gostaria muito aprender este tambem !!!!
19 novembre 2011 at 3:24
Eu também conheço esse ponto como fada-do-lar e tenho muitas recordações de horas e horas a fazer quadros para as aulas de “Trabalhos Manuais” na escola. E acho que curioso que agora tenha virado moda e que lhe chamem “agulha mágica”!
Acho que a minha mãe ainda guarda uma das que usávamos na escola e que já deve ter mais de 20 anos :))
19 novembre 2011 at 9:26
Que linda agulha, nao consigo encontrar agulhas bonitas como essa em lado nenhum :-(
A Laura Ameba da Dudua, em Barcelona, faz coisas muito giras e dá workshops: http://duduadudua.blogspot.com/2011/04/fotos-de-la-inauguracion-de-la-expo-de.html
Tive pena de nao ver ao vivo, quando lá estive, estava de férias.
*O Ponto Russo é a nossa fada do lar, tem alguma piada o nome e em algumas retrosarias mais antigas, só conhecem mesmo o nome Fada do lar :)
Bons trabalhos Diane, estou curiosa para ver os resultados! :)
30 novembre 2011 at 11:10
[...] Destas experiências, fiz estas duas mini bolsas, prenda de Natal para as miúdas guardarem o MP4 quando este não estiver a uso. Tinha poucos recursos (não trouxe quase nada da minha outra casa) mas de qualquer maneira, adorei o resultado. Do « ponto russo » para os brasileiros à « fada do lar » para o velho continente, descubro e não vou desistir de tantas possibilidades que esta agulha de bastidor pode realizar. A creatividade não tendo limites, já estou a pensar nuns cartões de Boas Festas, muito especiais para a família. As últimas dúvidas, além daquelas que me foram dadas através de mensagens e pelas quais agradeço muito, foram tiradas na escola falando com os professores de Educação Visual e Tecnológica, também eles um verdadeiro poço de saberes. [...]
7 décembre 2011 at 3:57
Pois é, eu também aprendi a fazer isso na escola à pouco mais de 20 anos atrás. Na altura tinha-se texteis como disciplina. Eu aprendi a chamar-lhe fada do lar e aprendi que se faz qualquer trabalho de tapeçaria com essa agulha, que normalmente, para além do cabo traz duas agulhas com espessuras e olhos diferentes, para trabalhos com linhas mais finas ou mais grossas. Ainda tenho a minha agulha embora de todas as coisas que aprendi a fazer, este ponto foi dos mais aborrecidos, juntamente com a esmirna :-) Mas é bom ver que não fui a única a ter uma agulha destas nas mãos e que ainda há quem lhe ache graça.
11 janvier 2012 at 11:16
Olá Diane.
Descobri o seu blog há poucos dias, o q me chamou a atenção foi como já sabe, a dislexia. Mas estou a consulta-lo aos poucos (pois ñ tenho mt tempo) e estou a ver q temos alguns interesses em comum: os trabalhos manuais, as artes tradicionais, a reutilização de materiais, a natureza…Qt à agulha de fazer fada do lar enconta-se ainda em mts retrosarias e sei q tb existiam revistas na altura. Em Castelo Branco há ainda muitas destas lojas com estes produtos. Apesar de morar em Stª Mª da Feira, é lá que me abasteço de linhas para o bordado de Castelo Branco, ponto de cruz, lã e os respectivos materiais e “ferramentas”. Da proxima vez q voltar lá (visitar os meus pais) vou dar uma espreitadinha nesses materiais.Até porque eu tb tive uma e lembro-me do meu pai me fazer uma espécie de armação em madeira e ai fixar o tecido-suporte.
Bons trabalhinhos
Um xi coração sil