Au revoir

5 octobre 2011

Au revoir
Au revoirAu revoir
Au revoir

Hoje voltaria a escrever estas mesmas palavras.
Sou como uma criança no cais de embarque. Vejo os meus pais irem após uma semana junto de nós. Viram o mar, calcaram a serra, abraçaram as netas, mimaram-me sobretudo. Na hora do au revoir, mudam-se os lugares, as estações mas o sentimento é inalterado.
Subescrevo, não gosto de despedidas!

Um estojo para a avó
#28 Estojo de agulhas de tricot

A Sílvia vinha com uma ideia concreta.
Queria um estojo de agulhas de tricot para a avó de 85 anos.
Não conheço nem a Sílvia nem a avó, mas optei por fazer 2 estojos e deixá-la escolher. Dos 2, este é sem dúvida o mais sóbrio.

É a segunda vez que vejo uma neta declaradamente mimar a avó. É um gesto lindíssimo que vejo tão raramente, tal como a atenção, o carinho.
Cada ponto que dei, pensei nos meus avós. Estava projectada no futuro com esta encomenda, mas com os meus pensamentos virados para o passado.
Tinha uma cumplicidade tão grande com eles… porque é que não vejo, suficientemente, a mesma aproximação entre netos e avós, por cá?

A chegada dos meus pais

28 janvier 2011

Na Afurada
Na Afurada

Afurada, foi o pretexto para brindar a vinda dos meus pais com um peixinho fresco à hora do almoço.
Os dias vão ser mais fáceis de hoje em diante. A ideia de me sentir mais apoiada devolveu-me novos ânimos.
O mesmo ânimo perante inúmeras mensagens ou chamadas, das quais não saberei responder com tanta solidariedade para com a situação actual, mas que não quero deixar de agradecer desde já e de uma forma geral.
Na Afurada, também encontrei gente acolhedora, como a dona destes piriquitos, como as mulheres descendo do povoado até ao lavadoiro à beira do rio, para ali lavar a roupa e fazer tempo até ela secar ao vento.
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Notre Maman

12 octobre 2010

Portrait de famille
Portrait de famille

Maman, c’est tout d’abord le nom.
C’est son coeur, sa tendresse, son amour pour nous.
Maman, notre Maman, à mon frère et à moi.
Les portraits de famille que notre Papa s’amusait à prendre.
Notre Maman, le plus beau modèle. Aujourd’hui encore.
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Dos meus pais

3 octobre 2010

Dos meus pais

Não gosto das despedidas.
Dos cais de embarque, das lágrimas, da dor, da separação.
Não gosto das despedidas.
Dos braços no ar, das silhuetas imperceptíveis no horizonte, do abandono repentino.
Não gosto das despedidas.
Do recordar, da saudade.

Há dois anos.
Hoje.
E pergunto-me quando será a próxima!

Breve história

19 mars 2010

O bisavô Sebastião teria hoje 124 anos.
Viajou pelo mundo, pelas Américas, por Nova York, pelo Rio de Janeiro. Rapidamente fiz fortuna. Regressou à terra. Construiu a casa onde hoje moramos. Casou, fez uma grande festa. Teve descendência. A felicidade tranquila duma longa vida. Deixou-nos aos 96 anos.
Ao remexer nas recordações, encontrámos os passaportes, vários documentos e este lindo papel que forráva o velho baú das viagens transatlânticas.

Andar a caça de

13 janvier 2010

Faz um ano que não voltei a dar as minhas longas caminhadas. Levei um valente susto.
O tiro zumbiou não muito longe de onde me encontrava e percebi que à quinta-feira e ao domingo mais valia não sair.
De casa, ouvem-se tão bem os tiros de caçadeira e pergunto-me o que ainda haverá para caçar. O campo parece tão deserto, mas o roubo das raposas nas nossas capoeiras, é um sinal.
Aquando da nossa estadia em França, durante uma caminhada pela floresta, fomos surpreendidos por caçadores que íam montar uma batida para a caça ao javali e gentilmente, convidaram-nos a dar meia volta.
Senti-me literalmente “caçada”!

E depois houve o Dia de Reis.
O pai dum colega de turma da M. bateu à porta para nos oferecer umas perdizes porque há muito que o pobre do rapaz sonha com a minha receita de “choux à la crème”.
Isso é que é andar à caça de …

Nos anos 30, o bisavô Sebastião ía à caça com outros homens da aldeia. O motivo não era propriamente caçar, mas sobretudo pretexto para grandes rambóias onde toda a gente era convidada.
A caça era sinónimo de grandes festanças populares!
Tudo isso desapereceu!

“Qui va à la chasse perd sa place”!

O nosso Natal

23 décembre 2009

É o nosso primeiro Natal com os avós delas, os meus pais.
Gosto, gostamos todos do Natal, não pelo aspecto religioso ou outro, mas porque sobretudo essa noite é mágica.
Não há nada mais lindo do que acreditar no Pai Natal, que sejamos nós grandes ou pequenos. É a nossa capacidade de vontade, de criatividade, a nossa força de superar as modas a bem duma infância.
Elas sonharam a neve e ela veio!
Sonhei abraçar os meus, sou mimada!
Sonhamos um Natal com os avós, tal como passei alguns quando eu era uma criança.
A história repete-se, perpétua-se.
Para todos aqueles que acreditam nesta noite mágica, votos de Boas Festas!

Retrato de família

11 août 2009

A minha família não é muito grande e dispersa pelo mundo.
Quando reflicto sobre a palavra dispersa, justifico sempre por causa das duas guerras mundiais ou à procura duma melhor situação economica, como no caso do meu avô materno que, na véspera da partida em 1928, foi fotografado junto dos pais e irmã.
É o retrato de família, uma bonita fotografia que teve a sua importância. O meu avô nunca mais voltaria a viver na Suíça.

Olho para a minha família, os meus pais e o meu irmão. O acaso quiz que cada um vivesse longe uns dos outros, perpetuando assim longas tradições migratorias.

Foram poucos dias todos juntos.
Não sabemos se tão cedo voltaremos a estar todos reunidos.
O retrato de família foi tirado mas porque não houve consensos para publicação neste post, uma outra fotografia foi tirada de costas para a cámara.

Os tempos são outros!

Partir

22 octobre 2008

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