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Poisson d’avril!

Amor com Amor se paga

15 décembre 2011

Amor com Amor se paga
Presépios
Amor com Amor se paga
Presépios

Gosto de passar pela biblioteca da escola. Para além das actividades ou mostras relacionadas com os livros, também há pequenas exposições dos trabalhos desenvolvidos pelos os alunos, seja no Club das Artes ou seja nas actividades lectivas de Educação Visual e Tecnológicas. Os presépios estão à venda e não resisti aos trabalhos feitos em cerâmica. Não é linda a vaca malhada?

Pelo correio chegam cartas, mimos, palavras animadoras. Acho que uma das minhas resoluções para o próximo ano é aprender a fazer crochet.
Mais uma vez Bem Hajam Joana e Joana!

Ai, ai, ai… que saudades!

26 septembre 2011

Ai, ai, ai... que saudades!
Ai, ai, ai... que saudades!
Ai, ai, ai... que saudades!

Foi uma viagem que não estava prevista mas que não foi possível adiar.
O regresso, por umas horas à casa, foi suficiente para matar a saudade do espaço, dos amigos que vieram acorrer abraçar as 3 irmãs. Por cada refeição, tive de contar as cabeças, os sacos camas acabaram por destronar os lençóis.
Foi bom. Foi muito bom!
Não pensava que esta viagem, tão relâmpago, mas rica em relações humanas, viesse sossegar as nossas pequenas “almas”!
Pela primeira vez, de regresso ao Alentejo, na nossa nova casa, a viagem foi silenciosa, em paz connosco próprios.
Através do retrovisor, vi 3 irmãs, porreiras, lendo, tranquilas, prontas para novos desafios.
Queria agradecer as primeiras cartas que vieram encher a caixa do correio.
As cartas das amigas delas porque não havia internet nem telefone e que a rede móvel é péssima por cá. Descobrir o quanto é mágico e devolve um sorriso, receber postais como o da Marta, palavras que ganham ainda maior importância quando estamos tão isolados deste mundo.

Eu, matei a saudade, à volta do lavadoiro. Já deu sinal de quem por lá já não mora, mas continua lindo, o reflexo do meu lavadoiro.

O ano sabático

29 août 2011

O ano sabático
O ano sabático
O ano sabático

Na hora de fazer as malas, olho para estes 10 anos aqui vividos e confesso, criei raízes.
Na hora de fechar as portadas, olho para a rua, olho para as serras e sinto uma doce saudade invadir-me.
Abraço esta gente que tanto me acarinhou, tanto me ensinou.

Vou.
Vamos.
Tudo em família.

Trocamos a Beira Alta para o Baixo Alentejo. Algures na margem esquerda do Guadiana, às portas de Mértola.

Um ano chave.
Uma nova região, novas tradições, outras culturas.
Uma nova escola, novos amigos.
Dar tudo por tudo. Acompanhá-las no dia a dia e juntos irmos à descoberta.

A obra acabou (ou quase). Há que habitar e dar vida à nova casa.

XuXudidi et plus encore mantem-se, apesar de nos próximos dias ainda não termos ligações à internet.
Até jà!

A correspondência

26 août 2010

A correspondência
A correspondência

Foi uma festa quando o carteiro abrandou e parou à porta de casa, com a música aos altos berros, entregando a correspondência do dia.
Num ápice responderam, voando para dentro do envelope, grandes e pequenos papéis, desenhos e colagens e muitas, muitas palavras.
Tantas coisas têm elas para dizer!
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As minhas desculpas

7 mars 2010

Perante algumas mensagens recebidas por correio electrónico, quero apresentar as minhas desculpas a todas as pessoas que se deslocaram ao Jardim da Estrela com o intuito de conhecer ou voltar a ver o meu trabalho.
A viagem de sexta-feira para Lisboa, foi desmotivadora tendo percorrido 300 quilómetros debaixo de chuva. Acabei por ceder aos desejos da minha família, permancendo juntos durante o fim-de-semana.
Não podia prever a carga de humidade e fui desta forma obrigada a proteger os meus trabalhos caprichosos que são, deste mau tempo.

Ma lettre ouverte,

29 juillet 2008

Vestigio

pour toi tout d’abord.
C’est mon sentiment qui s’ouvre et se dévoile. Je pense que mes mots seront correctement interprétés.
Te dire combien je suis gênée, vraiment, car tu viens d’attribuer une valeur à cet espace virtuel qui est devenu mon lien quotidien avec le monde.
Cet espace que j’ai voulu délibérément comme la Maman que je suis dans cet univers rural qui n’est pas mien, où j’essaie de prendre racine et où toute créativité prend son envol.
Me voilà avec une médaille autour du cou!
Quel lourd fardot! Je le compare à tous ces forwards que je continue à recevoir dans mes mails et que pratiquement je ne lis jamais. Certains sont superstitieux, d’autres religieux, moralistes… j’aspire à d’autres choses, vraiment!
Je me dois maintenant de choisir dans un univers sans limite, quatre blogs… c’est terrible!
C’est comme tout d’un coup avoir la corde autour du cou.
Je t’assure, je n’y arrive pas.
Ce qui fait la richesse dans la rencontre des blogs, c’est justement la diversité des différences.
Je ne peux donc attribuer, car ce serait juger et automatiquement exclure.

Sincèrement, j’ai dit.

Uma carta aberta,
primeiramente para ti.
É o meu pensamento que se abre e se desvenda, penso que as minhas palavras serão correctamente interpretadas.
Dizer-te o quanto estou incomodada, sinceramente. Pois acabas de atribuir um valor a este espaço virtual em que se transformou o meu elo quotidiano com o mundo.
Este espaço que eu quiz deliberadamente, como mãe que eu sou, neste universo rural que não é o meu, onde tento enraizar-me e onde toda e qualquer criatividade inicia os seus primeiros passos.
Eis-me aqui com a medalha ao peito.
Que fardo pesado! Comparo-o a todos estes forwards que contino a receber nos meus emails e que raramente leio.
Alguns são supersticiosos, outros religiosos, moralistas… desejo ardentemente outras coisas!
Tenho agora que escolher, num universo sem limites, quatro blogs… é terrível!
É como se, subitamente, me pusessem a corda ao pescoço!
Asseguro-te, não consigo escolher!
O que cria a riqueza do encontro através dos blogs é precisamente a diversidade das diferenças entre nós!
Pelo que percede, nada posso atribuir, pois, seria julgar e automaticamente excluir!

Disse, com toda a minha sinceridade.

C'est ce coeur qui bat!

Recebo todos os dias uma carta, um desenho ou algo criado por elas.
Tenho, no sotão, uma arca muito grande onde guardo tudo. Nela, já estão 6 anos feitas de histórias.
Não deito nada fora.
A Clotilde escreveu-me esta linda carta.

“Soluços, soluções
Batem os corações…
E um, dois, três
Bate um de cada vez”

As rimas são da Matilde.

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