No Monte do Vento

23 mars 2012

No Monte do Vento
No Monte do Vento
No Monte do Vento
No Monte do Vento

Mandar calar as crianças numa visita de estudo ao Monte do Vento, é missão praticamente impossível. Por essa razão, a observação das aves passou-nos um pouco ao lado apesar do entusiasmo da caminhada no montado.
Mas presenciámos os javalis, as lontras e outros tantos bichos.
Houve jogos didácticos, muito originais e simples.
Uma visita à estufa das plantas aromáticas e medicinais impôs-se, descobrindo nós todo o seu processo até a secagem e embalagem.

Este foi o primeiro dia das nossas férias!

A estufa
A estufa

Visitar a Vila

18 janvier 2012

Visitar a Vila
Visitar a Vila
Visitar a Vila
Visitar a Vila
Visitar a Vila
Visitar a Vila

Ontem, foi dia de conhecer um pouco melhor a Vila de Mértola.
Depois das aulas, fomos ao posto de Turismo e perguntámos quais os museus possiveis de visitar àquela hora avançada do dia.
Estudámos o mapa e optámos pelo percurso caminhando junto à muralha. Fomos espreitar a Casa do Ferreiro e visitámos o Museu de Arte Islâmica. Descemos até à Torre do Rio.
Cumprimentávamos as pessoas à nossa passagem.
Em tão poucas horas ficámos a entender muito mais sobre os vestígios duma antiga cidade mediterrânica.
Como pode, hoje, Mértola ser tão esquecida?
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As 2 faces do mesmo

3 janvier 2012

As 2 faces do mesmo

Hoje, regressaram à escola. A entrega das avaliações será feita ao longo desta semana (ao contrário de outras escolas), embora na internet e ao alcance de qualquer um, seja possível ver as notas do primeiro período. A escola tem um portal e uma página no facebook. A informação espalha-se à velocidade da luz.

Não gosto do facebook como rede social, se bem que em termos de propagação da informação, reconheço-lhe uma certa utilidade.
Em casa, temos falado bastante com as nossas filhas prevenindo-as dos perigos, determinando o que é realmente essencial. Não posso dizer que não foram instruídas mas manifestámos um desacordo quanto à adesão duma delas.

Tenho facebook que serve basicamente como prolongamento do meu blog.
Um dia, navegando por entre figuras públicas desse mundo, descobri que a M. tinha também a sua página, mas sobre um nome imaginário (e bastante criativo).
O espanto foi a minha primeira reacção.
Escolhi o silêncio nos nossos diálogos, para criar o efeito surpresa, convidando-me como amiga. Demorou, mas acabei por ser adicionada aos cento e tais “amigos” da lista (quando os reais se comtam pelos dedos duma mão).

Larguei as rédias. Depois, desculpou-se justificando-se em demoradas conversas. Ao fim e ao cabo, a ideia prevalecente que vingou, foi a de não ser como as outras, ser excluída e isso, aterrorizava-a.
Passou a ir com muito mais frequência, alimentando uma página que até aí permanecia vazia de contéudo.
Com a consciência tranquila, as conversas fluíram, as fotos encheram albuns e os comentários… sem limites. Tornou-se viciante!

Até que, apanhada no fogo que enflama qualquer adolescente, aquando da publicação duma foto no dia da despedida dum professor que se revelara excelente anfitrião e com o regresso da antiga professora, após prolongada baixa, os comentários foram ao princípio lamuriantes, para em seguida ficarem acidulados e finalmente acabaram por ser descobertos.
Como consequência e depois duma noite sem dormir nem conseguir exprimir-se, embaralhada, numa manhã de Inverno, apresentou-me um papel para eu assinar, exprimindo um aviso que, “se voltasse a acontecer, haveria conselho disciplinar”!

Um balde de água fria, foi a minha segunda reacção.
Agora a página está fechada, tempo de reflexão para melhor maturação.
Aquilo que mais me impressiona, são duas moças que, odiando-se ostensivamente na escola, têm “afinidades” que ultrapassam a mais cinica hipocrisia no facebook.
Pergunto-me, quantos pais se importam com o que realmente se passa nas redes sociais dos seus filhos?

Ser responsável

12 octobre 2011

Ser responsável
Ser responsável

Eu, J., comprometo-me a cuidar com responsabilidade do meu amigo ovo durante 3 dias e entregá-lo, sem qualquer rachadela e próprio para consumo.
Desta forma demonstro que sou uma pessoa responsável.
Vou partilhar as minhas ideias e ajudar os meus colegas caso seja necessário cuidar dos seus ovos.

J.

E vivam as férias!

24 juin 2011

E vivam as férias!

Ao deixar aqui o meu testemunho, estarei a responder às numerosas mensagens que tenho recebido ao longo do ano. A escola não acabou, como começou, para a J.
O esforço e a vontade são do mérito dela e daí vir dar-lhe os parabéns. O resto são meros instrumentos postos à sua disposição para a ajudar no difícil caminho da aprendizagem.
O núcleo familiar, a estabilidade emocional e o amor, são fundamentais.
Faz um todo!

Em Setembro entrou para a escola neste pé.

Até ao Natal ou seja, até ao fim do primeiro periodo, foi possível, não sem algo sacríficio, deslocar-nos ora até Lisboa ora até ao Porto, para fazer quinzenalmente a revisão necessária dos óculos prismáticos.
Reconheço que apesar do investimento inicial não ser para qualquer bolsa, a revisão só se efectua nestas duas cidades, embora de forma gratuita, se bem que para as pessoas que residam longe destes dois grandes centros urbanos, torna-se penoso.

De Janeiro até à Páscoa, abrangendo todo o segundo período, foi-me impossível efectuar as mesmas deslocações, a não ser esta.
Rapidamente a J. deixou de usar os óculos por estarem desregulados. Além de incomodar, não estavam a favorecer o tratamento.
E assim foi, praticamente até hoje!

Acredito no efeito positivo do tratamento do Dr. Alves da Silva.
Houve uma tomada de consciência quanto à rectificação de posições de postura.
Ao longo do ano, a J. usou e abusou do leitoril, uma peça fundamental que deveria ser obrigatória nas escolas. A posição do sentar e do deitar, as palmilhas, o aparelho dentário (por causa do ranger dos dentes) e as lentes prismáticas são acessórios importantes para uma boa evolução do tratamento.

A J., como qualquer criança, fez as provas de aferição (4º ano) e teve notas positivas, embora não tenha acabado a tempo as provas propostas. Começam as férias e com ela acaba um ciclo escolar. Sem dúvida, foi uma grande victória para a J. e também para nós!

Le temps des cerises

18 juin 2010

É o tempo das cerejas, dos horários livres, da preguiça, dos amigos.
Acabou a escola e para algumas aqui em casa, é o fim de um ciclo.
Para mim é a despedida daquela pequena escola da nossa terra que tanto acarinhei, onde vi nascer tantos projectos, gloriosos projectos e cujos alunos de lá saíram mais enrequecidos.
Quem faz a escola são os alunos, os professores e os encarregados de educação, quando estes têm um papel activo e participativo. Os alunos, os nossos filhos, agradecem.
São férias bem merecidas.

Ser empreendedor

14 juin 2010

“De pequeno, se torce o pepino”. Pois então, que assim seja. A turma da C. envolveu-se no projecto “Max, O Empreendedog” que começou logo no princípio do ano lectivo.
Integrados na feira mensal de Oliveira do Hospital, junto às bancas de muitos feirantes, expuseram os seus trabalhos.
A pequena turma aprendeu a desenvolver competências próprias, estimulando a auto-confiança, a criatividade… o que vi hoje, surprendeu-me. Sabem gerir uma banca, atrair freguês, educados e diplomates, conseguiram um bom pecúlio.
O diploma foi entregue pela mão do Presidente da Câmara às professoras envolvidas.
Uma manhã de suceeso para alunos e professores!

O Dia da Criança

1 juin 2010

Para assinalar o Dia da Criança quisemos partilhar aqui a nossa maneira de fazer os laços. É um duplo nó sem o ser e não tem a dor de cabeça dum verdadeiro.

É o nosso desejo que passe a palavra, às crianças, aos pais, aos educadores, todos aqueles que lidam com os mais jovens.

O laço não se desfaz enquanto não puxar pelas duas extremidades.
Aqui vai um pequeno vídeo , passo a passo.

Tenha um dia feliz!

O melhor para ela

3 mai 2010

Em véperas de provas de aferição em que as irmãs estão brindadas este ano, penso na J. porque para o ano, será a vez dela.

Ela fez imensos progressos e mesmo se está mais que confirmada a dislexia, continuo a achar que teve muita sorte em estar integrada numa pequena escola com um número reduzido de alunos na turma dela. Pergunto-me muitas vezes, o que seria dela numa escola dentro da cidade, com mais de 20 alunos por turma!
É uma pena que não haja perto de casa o Movimento da Escola Moderna. Seria sem dúvida o mais adequado para ela. Vale a pena seguir esta reportagem que ilustra as diferenças entre 3 modelos de ensino em Portugal.

Não vou desistir do projecto, de num dia próximo, abandonar a medicação. A Zélia ofereceu-me estas duas esferas feitas em crochet. Redescobri os benefícios de massajar o corpo duma criança e o poder de relaxar, acalmar e concentrar.

Ando à procura dum livro para ela, porque como qualquer criança disléxica ela tem relutância em querer ler o que atrasa a sua aprendizagem.
Teria de ser um livro muito apelativo ao nível da escrita em que uma palavra puxaria outra palavra e sem se dar conta, já estaria envolta na história.
Sugestões são bem vindas!

Tio Lobo

26 mars 2010

Há 4 anos atrás, quando se iniciou a fantástica iniciativa “Livros Andarilhos” (já falado aqui), levei para essa noite o livro Tio Lobo de Xosé Ballesteros com as ilustrações de Roger Olmos.
Lembro-me de na altura, sentada na cadeira, com o livro aberto para o pequeno público, partilhar uma das muitas histórias que costumava contar às minhas filhas antes de adormecer.

Ontem, na sede do agrupamento escolar e pela primeira vez no 1º ciclo, nasceu um projecto similar “as palavras também brincam”. Apesar da relutância de alguns pais, ainda houve público.
Tal como da primeira vez na escola da nossa aldeia, levei o mesmo livro e com os anos e a experiênça de ver contar histórias por pessoas mais qualificadas nesta àrea, teatralizei, contando, lendo.
O público adorou. A nossa pequena J. agradeceu, orgulhosa.

“Quando anoiteceu, Carmela meteu-se na cama debaixo de sete mantas, e esperou.
Pouco depois, do lado de fora da casa, ouviu-se uma voz:
- Carmela, sou o Tio Lobo, e vou coMER-TE!”.

Das sete mantas, juntei os retalhos da primeira manta e não tarda vou começar a alcochoá-la!

Tio Lobo
conto popular adaptado por Xosé Ballesteros
Ilustrações de Roger Olmos
Kalandraka, 2003

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