Sábado/Domingo
29 avril 2012
Sábado
Concordar com os pais para uma ida ao shopping no Algarve, teve as suas contrapartidas. Não gosto dos centros comerciais e elas não gostam de viajar por estradinhas.
Saímos de Mértola, passando por Almodôvar, S. Barnabé em estrada de terra batida até Alte, S. Bartolomeu de Messines e Algoz. Uma paragem na Guia para ver as caras animadas das miúdas e um jantar merecido à beira do mar em Armação de Pêra.
Domingo
Não queria perder por nada a Feira Anual de Mértola e espreitar pela mesma ocasião a Feira do Mel, Queijo e Pão. Tenho de aprender que antes das 10h, não vale a pena estar nas feiras a Sul do país! Enquanto montavam as tendas, deambulei pela vila antiga. Depois, a feira foi-se enchendo de pessoas e o meu olhar perdeu-se no meio de tanta gente!
De cogumelos e medronhos
28 novembre 2011
Almodôvar ficou para trás, comecei a serpentear pela Serra do Caldeirão. No alto do pico do Mú, uma paisagem deslumbrante (não fossem as horrendas eólicas) onde se aninham sobreiros e medronheiros. Na Primavera, imagino as estevas em flor e um perfume invadindo aquela serra.
São Barnabé esconde-se num vale e acolheu, este fim de semana, a I Feira Internacional dos Licores e Aguardentes Tradicionais, integrada na V Feira do Cogumelo e do Medronho.
O cabaz voltou cheio de coisas inesperadas como a aguardente de medronho, as bolotas cozidas, várias espécies de cogumelos e um kit para uma cultura caseira destes. Estou ansiosa por ver nascer os nossos primeiros cogumelos.
A mais agrádavel surpresa, foi o encontro com As Andorinhas do Rosário, um grupo de mulheres alentejanas que se dispuseram a cantar e exibir com orgulho, as meias, os taleigos, lenços e chapéus com aqueles lindos adornos. Lire la suite »
Mééé
19 octobre 2011
Na Feira Anual de Castro Verde, não resisti à compra dum cajado, feito à mão em madeira de oliveira, por um agricultor da região.
Não o posso chamar de pastor porque por cá, já não se vêm, cuidando dos rebanhos.
Aparece sim a certas horas, uma carrinha que abre cancelas, fecha outras ou como na aldeia, no final da tarde, carregado de rações e o imenso rebanho descendo o monte esfomeado.
É impressionante!
Vale do Poço
12 septembre 2011
Chamam-lhe a Feira Agropecuária Transfronteiriça porque Vale do Poço está situado na serra entre Serpa, Mértola e Espanha.
Para nós, esta feira traz-nos novos sabores mediterrânicos. Houve, entre outros, cavalos e selas espanholas e debaixo dum velho olival, juntaram-se famílias ciganas.
Espalhou-se no ar, através de altifalantes, o debate sobre a politica agrícola da União Europeia. Mergulhámos no mundo agrícola do Alentejo. Desaparecem os agricultores e surgem as empresas agrícolas. No fundo, as angústias das gentes de cá, no mundo presente.
Um rico requeijão
24 février 2011
Trouxe do Baixo Alentejo um enorme requeijão.
Pesava à vontade um bom quilo e foi feito em pano de fraldas.
O requeijão da minha aldeia não pesa mais duma centena de gramas e é feito dentro dum açafate.
O primeiro compra-se ao peso, o segundo, à unidade.
Ambos são de ovelha.
Como seria inimaginável comer uma grande quantidade deste requeijão em tão poucos dias, decidi experimentar uma receita tradicional, um ex-libris da doçaria alentejana, um bolo de requeijão que se costuma fazer por altura da Páscoa, na região de Serpa.
A receita foi retirada do livro Festas e Comeres do Povo Português, Volume II da autoria de Maria de Lourdes Modesto e Afonso Praça.
Posto na mesa, o bolo de requeijão desapareceu num ápice!
Lire la suite »
Dia de S. André
1 décembre 2010
Com a abertura da época da colheita da pinha, os homens não vieram hoje trabalhar, somente as mulheres apareceram de manhã para erguer a primeira azeitona. Os restantes dias serão consagrados à apanha apesar do frio gélido que se faz sentir neste imenso vale.
Ao almoço, juntamo-nos à comunidade vizinha para gozar a feira do Santo André, uma feira anual também chamada a feira das nozes.
Por falar em frutos secos, estou a pensar no bolo de Natal. A Maria propõe um bolo com frutas cristalizadas. Algumas sugestões? Lire la suite »
A Feira de Travancinha
1 novembre 2010
A Feira dos Santos gira à volta da capela de Nª Srª das Virtudes, no cimo dum penedo a 380 metros de altitude. Abraça a Serra da Estrela e a do Caramulo. É um lugar único.
Neste dia, emergem das outras localidades em redor, para, em família, acenderem fogueiras e cozer em panelas de barro preto os famosos torresmos.
Dantes matava-se o porco, hoje são os talhantes ambulantes que fornecem as entremeadas e febras.
O ambiente é genuino. Rente à terra, com cheiro envolvente dos eucaliptos e pinheiros, misturam-se os tipos de feirantes. Estendidos no chão, as qualidades de castanhas e nozes rivalizam. Exibem-se novos acessórios para varejar as oliveiras, os comentários são muitos, mas as tradições mantêm-se.
É um lugar tão isolado ao longo do ano que resuscita na Feira dos Santos, a 1 de Novembro, em Travancinha.
Mais fotos aqui.
Estrela
1 octobre 2010
Por vezes, a vida é feita de pequenos contratempos. Por isso não vou estar presente este fim-de-semana, na feira Crafts & Design em Lisboa.
Esta linda estrela acabou de nascer das minhas mãos.
Inteiramente alcochoada à mão, a manta mede cerca de 65 cm.
Está disponível aqui.
A dependência da Net
2 juin 2010
Depois da visita dos amigos, veio a visita da companhia dos telefones e para uma operação que parecia tão simples na mudança da linha redis para uma linha analógica e perante a incompetência e burocracia da companhia, eis que estamos sem a net há largos dias.
Tive de recorrer a gentileza de amigos e invadir alguns serrões para pôr a escrita em dia.
É incrível como somos dependentes da net! As miúdas não sabem desenvolver trabalhos sem recorrer a ela. Também é verdade que estamos longe de qualquer biblioteca.
Por isso, este é o último post desta semana, para anunciar que levo as “têtes de nègre” e não só, para o Jardim da Estrela que vai decorrer no próximo sábado e domingo.
Espero sinceramente que na próxima semana volte tudo à normalidade!
Grande e pequenos
29 avril 2010
É claro, não há volta a dar. O taleigo é um saco e o que se coloca dentro vai do bom senso de cada um.
Há uns pequenos que gosto de chamar minis porque existe uns grandes, muito grandes mesmo e que acabam por contrastar no tamanho. Ainda bem!
Mini porque não precisa de ser grande para levar o lanche ou os berlindes ou a bijuteria ou as conchas do mar ou o que o momento dicta.
Fiz um grande. Cabe lá dentro um pão mas também pode levar um tricot em curso, com as suas agulhas, isso porque enquanto vou estar sábado e domingo no jardim da Estrela, a Rosário vai estender a sua manta a seguir ao almoço e muitas hão-de aparecer para partilhar uma tarde de tricot.
Aparecem!






































