Encontro da Primavera
25 avril 2012
Participámos em família e com uns amigos no Encontro da Primavera na Herdade do Freixo do Meio.
Lamento só ter visto um cravo vermelho ao peito daquele que há 14 anos me prometeu amor eterno!
Matança do Bácoro
24 février 2012
Há 10 anos atrás era incapaz de ouvir sequer a matança dum porco.
Entrar e conviver com as tradições duma aldeia, permitiu-me abrir os olhos e entender a importância de certos rituais que de qualquer forma vão desaparencendo.
O porco, para muitos portugueses, é a base essencial da alimentação como a batata no Norte e o pão no Sul.
A matança, desempenha uma função social bastante relevante na comunidade rural, estructurada e rica em tradições. A matança mobiliza toda a comunidade, é motivo de festa.
E assim foi no domingo passado. Chamaram-lhe a Matança do Bácoro. Os homens atarefavam-se à volta da carroça, as mulheres na cozinha, descascando os alhos para cozer o sangue que será, na hora certa, comida em cima do porco.
Gosto de observar os homens, as mãos, as expressões faciais, os saborosos vocábulos.
Gosto de me refugiar na cozinha e ver as mulheres em outras tarefas.
Gosto de vê-los unidos, num ambiente de aproximação ritual da família e da comunidade.
Infelizmente, uma tradição que tem vindo a perder adeptos e com ela arrasta tantas outras perdas.
O Entrudo
22 février 2012
De ontem, de hoje e depois
6 janvier 2012
Publicaria todos os dias, porque todos os dias tiro umas fotografias.
Portanto, haveria muito para mostrar, não tanto para escrever.
Acordei hoje, com um intenso nevoeiro. Descobri, numa ida a Mértola, a àrvore do pescador que poderia ter mostrado aqui, mas prefiro espalhar as fotos feitas ontem à tarde quando estavam 20º ao sol. Num curto passeio (enquanto o bolo de chocolate estava a cozer no forno, para o lanche) fomos, a J. e eu, apanhar margaças. Um cheirinho para invadir a casa durante o fim-de-semana.
Hoje é Dia de Reis. À noite, com os amigos, vamos juntar-nos à volta duma fogueira, grelhar umas febras e ouvir o canto alentejano.
Para coroas de última hora, recomendo estas. Com um pouco de originalidade fazem-se coisas lindas.
Bom fim-de-semana!
São as pessoas que fazem a festa
23 octobre 2011
É uma aldeia onde os moços ainda brincam na rua.
Na véspera da festa da J. brincavam com berlindes. Ontem, exibiam pistolas e atiravam ao ar num disparo de felicidade por cada balão que rebentava.
Porque não há números nas portas das casas, os balões indicavam a casa em festa.
Passei os últimos dias a elaborar uma caça ao tesouro.
Viver o exterior, descobrir os encantos da aldeia levando um bando de miúdos a correr à volta dos poços, dos moinhos, enchendo as ruas dos seus gritos e gargalhadas. Perguntar, fazer participar a comunidade na busca ao tesouro.
E há o regresso no fim do dia, à casa em festa. Soprar as velas, pôr-se debaixo da mesa, morder a vela, pedir um desejo e dar um grito (tradição de Serpa).
Foram todos ficando, todos quizeram jantar e fazer serão.
São as pessoas que fazem a festa!
O S. João das ovelhas
21 juin 2011
Foram à festa da Folgosa da Madalena, onde eu não pude ir.
As ovelhas deram voltas à capela, para agradecer ao S. João o transacto ano bom que tiveram, segundo a tradição solsticial pagã.
Estão agora devidamente enfeitadas para iniciarem, em breve, a transumância estival.
Um especial agradecimento às minhas três filhas, autores destas fotos, que se empenharam em realizá-las, durante a minha ausência.
Sou
1 mai 2011
No dia dos meus anos, estávamos em viagem. Houve um piquenique e não faltou o bolo. Ao longo do dia fui recebendo prendas e mais prendas (não julguem que foram assaltar as lojas… uma flor, uma pedrinha, um desenho, umas palavras, um beijo, um sorriso para mim são as mais lindas prendas que jamais poderia receber).
Partilho hoje uma das prendas dada pela M. porque também sou mãe.
Para a melhor mãe de Portugal,
da Europa, deste planeta e até mesmo do Universo.
Dizes que és feia e só vês gordura,
Eu digo que és linda e só vejo formosura.
Dizes que a tua cara é velha e rugosa,
Eu só vejo que ela é macia e carinhosa.
Dizes que o teu cabelo não tem volume e não tem postura,
Eu digo que é lindo cabelo de uma famosa escultura.
“Estas unhas dos pés são esquisitas” dizia ela,
Pois eu digo que são as unhas duma cinderela.
Dizes que as tuas mãos só mostram veias, a pele manchada e feia,
Pois eu agora digo que as veias são de ouro, talvez lá dentro circule um tesouro.
Dizes que é horrível ter muito peito,
Pois digo-te eu que durante meses foi o melhor leito.
Dizes que a tua barriga é um pneu,
Agora é a minha vez de te relembrar que foi dessa barriga perfeita que a tua primeira filha nasceu.
E a festa foi!
26 mars 2011
E a festa foi!
O pic-nic foi em casa devido ao dilúvio, mas a vontade de ir atrás do tesouro do Capitão Pizarro não demoveu a malta mais nova.
Pelo que narrava a história inventada em casa, ele fora assassinado por um pirata num vale sombrio, mas deixou, depois de ter escondido o seu tesouro, pistas para que um bando de marujos soubessem decifrá-las e encontrá-lo.
Safou-nos uma palheira aberta para nos proteger da chuva, apesar de tão exígua!
A coroa do meu rei
6 janvier 2011
Para muitos, hoje é dia de Reis.
Para outros, hoje é dia de Natal.
De manhã fomos unanimes ao relembrar o nosso e tivemos o desejo de voltar a festejá-lo.
A “outra casa” é uma casa em obras. O minímo foi garantido. Janelas, algumas portas, um tecto, água e luz, camas e uma lareira. Trouxemos 3 bancos, a vizinha imprestou 2 cadeiras e assim foi.
Sem televisão, sem net, sem qualquer rede de comunicação, foi o melhor Natal de sempre!
Reproduzindo a ideia da Rosa na venda de Natal da Retrosaria, a nossa árvore construiu-se a partir de fotos nossas. Uma estrela no topo, em guizo de tronco, umas socas. No chão, estrelas luminosoas para iluminar um pseudo caminho.
Na primeira refeição do ano, ainda ocupávamos a casa. Ao agendar as próximas semanas, nasceu a ideia colectiva de criar as nossas próprias coroas. Fizemos um sorteio, calhou-me o pai de casa. Com os botões da Virgínia e da A., com restos duma caixa em cartão e alguma lã, criei uma coroa para o meu Rei.
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O marionetista
7 septembre 2010
Foi através da Companhia Criadores de Imagens que voltei a cruzar-me com o José Carlos de Barros.
Nos anos 90, tinha tido a oportunidade de fotografá-lo com uma das suas marionetas.
No domingo passado, irrompeu pelo Jardim da Estrela com o seu cavalo de Tróia e histórias escondidas na barriga da maquineta.
Para quem ainda não conhece a trupe, no próximo fim-de-semana haverá mais uma perfomance teatral com Dragocirco, no mesmo jardim.





































