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22 mai 2012
Domingo
13 mai 2012
É o primeiro domingo de muitos em que não tivemos compromissos.
Acordar um pouco mais tarde é um luxo, como abrir os olhos sobre este pátio do qual gosto tanto. Vi chegar a primeira acordada, o meu primeiro beijo da manhã!
Em bicos de pé saimos de casa para deixar a mais velha dormir. Na vespera, trouxe para a casa, uma medalha. Temos campeã!
Das margens da tapada grande da Mina de S. Domingos, vimos a maratona de canoagem. Pareciam barcos de papel.
Enquando rondavam uns 33 graus na rua, bordei o nome da Eva sobre um linho branco. Uma encomenda que me dá prazer realizar!
Ser mãe
6 mai 2012
É a partir da musica dos Coldplay que a M. quiz encenar e eu fotografar o “Paradise“
Ser mãe é aturar as doidices das filhas e ainda bem!
☁ ☁ ☁
15 janvier 2012
As 2 faces do mesmo
3 janvier 2012
Hoje, regressaram à escola. A entrega das avaliações será feita ao longo desta semana (ao contrário de outras escolas), embora na internet e ao alcance de qualquer um, seja possível ver as notas do primeiro período. A escola tem um portal e uma página no facebook. A informação espalha-se à velocidade da luz.
Não gosto do facebook como rede social, se bem que em termos de propagação da informação, reconheço-lhe uma certa utilidade.
Em casa, temos falado bastante com as nossas filhas prevenindo-as dos perigos, determinando o que é realmente essencial. Não posso dizer que não foram instruídas mas manifestámos um desacordo quanto à adesão duma delas.
Tenho facebook que serve basicamente como prolongamento do meu blog.
Um dia, navegando por entre figuras públicas desse mundo, descobri que a M. tinha também a sua página, mas sobre um nome imaginário (e bastante criativo).
O espanto foi a minha primeira reacção.
Escolhi o silêncio nos nossos diálogos, para criar o efeito surpresa, convidando-me como amiga. Demorou, mas acabei por ser adicionada aos cento e tais “amigos” da lista (quando os reais se comtam pelos dedos duma mão).
Larguei as rédias. Depois, desculpou-se justificando-se em demoradas conversas. Ao fim e ao cabo, a ideia prevalecente que vingou, foi a de não ser como as outras, ser excluída e isso, aterrorizava-a.
Passou a ir com muito mais frequência, alimentando uma página que até aí permanecia vazia de contéudo.
Com a consciência tranquila, as conversas fluíram, as fotos encheram albuns e os comentários… sem limites. Tornou-se viciante!
Até que, apanhada no fogo que enflama qualquer adolescente, aquando da publicação duma foto no dia da despedida dum professor que se revelara excelente anfitrião e com o regresso da antiga professora, após prolongada baixa, os comentários foram ao princípio lamuriantes, para em seguida ficarem acidulados e finalmente acabaram por ser descobertos.
Como consequência e depois duma noite sem dormir nem conseguir exprimir-se, embaralhada, numa manhã de Inverno, apresentou-me um papel para eu assinar, exprimindo um aviso que, “se voltasse a acontecer, haveria conselho disciplinar”!
Um balde de água fria, foi a minha segunda reacção.
Agora a página está fechada, tempo de reflexão para melhor maturação.
Aquilo que mais me impressiona, são duas moças que, odiando-se ostensivamente na escola, têm “afinidades” que ultrapassam a mais cinica hipocrisia no facebook.
Pergunto-me, quantos pais se importam com o que realmente se passa nas redes sociais dos seus filhos?
Intercâmbios
2 novembre 2011
2 jovens alentejanos da nossa aldeia, 2 novos amigos da M. viajaram connosco até à Beira Alta.
O primeiro, nunca tinha passado de Lisboa.
Os 2, nunca tinham ido tão alto, até ao cume de Portugal. Subiram até à Torre da Serra da Estrela, tocaram freneticamente no que restava da queda da primeira neve. Lançaram-se bolas, brincaram. Apoteose. Um sonho alcançado!
Os 2 viajaram connosco para festejar os anos da M. (embora tivesse feito anos, alguns dias antes). A separação física destes últimos meses, ressentiu-se com os amigos de sempre, amigos de infância, amigos do coração. Havia portanto a necessidade de reaproximação. Foi extraordinário!
Foi gratificante para nós, pais, ver esses jovens criar novos laços de amizade, partilhar dos seus hábitos, ver as nossas filhas um pouco mais crescidas, valorizando ainda mais o que achavam por adquirido. Os dias foram ricos em festas (claro!) mas sobretudo de intercâmbios culturais.
Acho que como eles, muitos não conhecem o seu país, nem tão pouco fazem ideia de como ele é e de quem o habita.
Happy family
20 octobre 2011
Elas vão crescendo e eu vou tendo outro tipo de ajuda na cozinha.
A J. descobriu os livros de Jamie Oliver. Devora (com leitura) as receitas e elabora-as com destresa.
Uma semana em cheio na cozinha.
Depois da J., hoje a M. faz anos e este sábado haverá a primeira festa em casa.
Há quem diga que somos uma happy family!
Adolescentes
13 août 2011
Em meados de Julho, a C. e a J. levaram, cada uma a sua amiga, para conhecer a outra casa. Os dias passaram ao sabor do Verão, dias quentes com a vantagem de ter tão perto da casa, a praia duma barragem praticamente só para elas.
A casa enchia-se de risos, de brincadeiras.
A viagem para lá, como para cá, foi divertidíssima. Fez-se um concurso da canção e eu, ao volante do automóvel, fazia a vez de juri.
O tempo passou a voar.
Esta semana, a irmã mais velha levou as amigas do coração a partilhar este pedaço de paraíso. Trocaram-me o dia pela noite e pouco mais fizeram senão mergulhar nas mesmas águas ao final das tardes até o sol desaparecer.
Concederam-me uma ida a Espanha para encher o depósito e uma paragem no Pomarão para ver as lides dum pescador à volta da sua rede. De resto, esperaram à sombra o regresso da minha incursão pelas ruas da aldeia.
Descubro lentamente que não sei lidar com este novo ciclo da idade. Fecham-se, perdem a espontaneidade, contêm os risos para os partilhar só entre elas.
Na ida como no regresso, a viagem fez-se em silêncio, apenas ao som da rádio.
Por vezes, é difícil arrancar palavras às adolescentes!
Irmãs
6 juin 2011
Peço a uma das irmãs para ir buscar hortaliça no quintal. Vão duas.
Penso:”Isto vai acabar mal!”
Calada, fico pela cozinha. Atenta aos sons em redor, pronta para intervir a qualquer momento.
Talvez esteja a fazer uma pintura demasiado cinzenta das suas relações ultimamente, porque as gargalhadas soaram mais alto ainda.
Sou
1 mai 2011
No dia dos meus anos, estávamos em viagem. Houve um piquenique e não faltou o bolo. Ao longo do dia fui recebendo prendas e mais prendas (não julguem que foram assaltar as lojas… uma flor, uma pedrinha, um desenho, umas palavras, um beijo, um sorriso para mim são as mais lindas prendas que jamais poderia receber).
Partilho hoje uma das prendas dada pela M. porque também sou mãe.
Para a melhor mãe de Portugal,
da Europa, deste planeta e até mesmo do Universo.
Dizes que és feia e só vês gordura,
Eu digo que és linda e só vejo formosura.
Dizes que a tua cara é velha e rugosa,
Eu só vejo que ela é macia e carinhosa.
Dizes que o teu cabelo não tem volume e não tem postura,
Eu digo que é lindo cabelo de uma famosa escultura.
“Estas unhas dos pés são esquisitas” dizia ela,
Pois eu digo que são as unhas duma cinderela.
Dizes que as tuas mãos só mostram veias, a pele manchada e feia,
Pois eu agora digo que as veias são de ouro, talvez lá dentro circule um tesouro.
Dizes que é horrível ter muito peito,
Pois digo-te eu que durante meses foi o melhor leito.
Dizes que a tua barriga é um pneu,
Agora é a minha vez de te relembrar que foi dessa barriga perfeita que a tua primeira filha nasceu.






























