Um Adeus muito Português
23 décembre 2011
Não será por falta de vontade em fazer mantas, mas tive muita dificuldade em me decidir cortar estes retalhos de fazenda de lã, 100% lã, 100% português, porque não voltarei a encontrá-las no mercado.
As fábricas há muito fecharam e aquelas que persistem, investem em outros tipos de materiais que pouco têm a ver comigo.
A Nazaré e os tecidos escossêses, é o último reduto. Até quando?
A manta fez-se porque os invernos são rigorosos para um país cujas casas não chegam a aquecer. Com a subida das taxas da electricidade, do gás, penso que a lã e as mantas voltarão em força.
Dei-lhe o nome de “Um Adeus muito Português” porque habituei-me a ver, o que Portugal tinha de melhor, a desaparecer face à globalização e ao desprezo do que é nosso!
Tem as cores de Portugal para nunca esquecer a sua origem.
*para mais informações, podem contactar-me.
Um quadro vivo
9 décembre 2011
Tenho, na sala de jantar, uma parede muito grande e branca.
Sobre ela, coloquei uma flanela e dispus os retalhos de fazenda de lã, um pouco aleatóriamente para saborear a côr e as formas enquanto habitamos o espaço.
Um verdadeiro quadro vivo que foi alterando conforme a inspiração das miúdas ou de quem por aí passou.
Houve um pouco de tudo, o xadrez formou flores e tive durante algum tempo um Pai Natal criado por duas irmãs, Ana e Matilde, amigas das nossas filhas.
Reagrupei os retalhos e decidi pôr mãos à obra.
Aprender com os próprios erros
16 juin 2011
Tudo foi pensado. A futura manta projectada no papel, a opção do tamanho dos retalhos, as quantidades certas a cortar, os tecidos escolhidos a dedo.
(Penso que não me esqueço de nada).
Passo seguinte.
Cortar, juntar, cozer e neste caso, cortar outra vez para ter o efeito desejado.
Quando dou por mim a cortar, de repente apanho um balde de água fria. A manta vai ter desperdícios!
Criou em mim um mau estar…
O mal estava feito.
Repensar, compensar, justificar. A manta, não a farei grande como previsto, mas passarão a ser duas e mais pequenas.
Patchwork. Retalhos.
Desde quando o patchwork deve ter desperdicios? Acho que estou a ir num caminho errado. Não são as técnicas que me interessam mas sim a possibilidade infinita de juntar uma diversidade de tecidos com padrões variados conseguindo efeitos lindos!
O patchwork era em tempos, sinónimo de poupança e de reaproveitamento de trapos. Era assim, por exemplo, na época da recessão americana, ainda na memória dos nossos avós. Era assim, em muitos países, em muitas casas.
E é assim que o entendo e que faz sentido. O patchwork virou fenómeno de moda. Ainda bem, mas não o será para qualquer bolsa.
Pensava que a opção dum diagrama diferente, inspirado nos livros do Kaffe Fassett, faria da minha manta algo de único, como se a inspiração minha não chegasse.
Neste momento, tem um sabor algo amargo. Consegui umas boas 200 grs de desperdícios que se traduzem num bom metro de tecido perdido! Guardei-os.
À procura de novas soluções, este post foi uma pequena luz no fundo do tunel!
Tenho a certeza que em tão pouco tempo, acabei por aprender com os meus próprios erros!
A segunda almofada de chão
3 mai 2011
A primeira almofada de chão é um sucesso. Fácil de lavar e muito resistente à incursão dos animais da casa, preciso de fazer mais almofadas destas, até para não ter de ver estas duas reboladas no chão.
Apesar de não ter ganga suficiente para fazer o verso desta nova almofada (encontro em casa resistência na cedência dumas gangas velhas que, quase, já não servem), avancei com o lado da frente.
Optei por não cortar tiras mas sim quadrados e evidenciar as costuras dando a forma duma estrela.
Acabar a almofada é agora uma questão de tempo!
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Minis
8 avril 2011
5 deles fazem parte duma encomenda. Outros 2 estão diponíveis aqui.
Pequenos, para guardar os acessórios e porque não, práticos para transportar os ovos da Páscoa ou como amanhã, para sortear e anunciar o vencedor do “130 ∼ 150 cm ❘ Giveaway”. Têm até à meia noite!
A manta da Bela
4 mars 2011
Elegi o tanque das lameiras, numa aldeia vizinha à minha, para fotografar esta manta de retalhos.
Pertence a uma cabeleireira de profissão que há 11 anos atrás, fizera uma manta para cobrir a cama do filho.
Inspirou-se em revistas da altura. Os tecidos, todos de algodão, são reaproveitamentos de roupas usadas.
Inspirador!
A Venda de Natal
13 décembre 2010
Queria levar a gente da minha aldeia atrás de mim, façon Tiago Pereira, mas, como tal projecto não seria sequer concebível, a D. Benvinda foi o retrato possível, junto à manta agora acabada, para anunciar a Venda de Natal que se vai realizar em Lisboa, na Retrosaria da Rosa Pomar de 17 a 23 de Dezembro, onde também estarão presentes a Ana, a Inês, a Rita e a Rita.
Se desço da Serra da Estrela para ir até à capital… o que será subir dois andares até à Retrosaria?
Retrosaria
Rua do Loreto, 61 2º Dtº
1200-241 Lisboa
Aberto das 10h às 19h, Segunda-feira inclusivé.
Uma prenda de nascimento
23 novembre 2010
Quando a S. me anunciou que estava grávida do primeiro bebé, pulei de alegria.
Queria na altura oferecer-lhe algo de muito especial, de útil, de único.
Hoje, este conjunto manta + saco-cama para bebé corresponde ao desafio para o qual me tinha lançado, há uns tempos atrás.
Não será este conjunto de artigos fundamentais para o enxoval dum bebé?
Está disponível aqui.
Tic-tac
17 novembre 2010
Quando não faço outra coisa, estou com elas.
Elas, no regresso da escola, com trabalhos de casa por fazer, um computador para partilhar.
Para evitar bulhas, disputas, zangas e outras coisas do género, instaurei o uso da minuteria da cozinha.
Ouço o tic-tac de segundo em segundo. Quando uma navega em pesquizas, a outra mata o tempo à espera da vez dela, desenhando-me enquanto estou a alcochoar uma manta de bebé.
Vida de família.
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Estrela
1 octobre 2010
Por vezes, a vida é feita de pequenos contratempos. Por isso não vou estar presente este fim-de-semana, na feira Crafts & Design em Lisboa.
Esta linda estrela acabou de nascer das minhas mãos.
Inteiramente alcochoada à mão, a manta mede cerca de 65 cm.
Está disponível aqui.
































