22 mai 2012

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As “Confissões” de Santo Agostinho são o novo lema da M., La mesure de l’amour, c’est d’aimer sans mesure.
A infância fica para trás e, tenho de o admitir, entrámos todos num novo capítulo das nossas vidas.

Ser mãe

6 mai 2012

Ser mãe
Ser mãe

É a partir da musica dos Coldplay que a M. quiz encenar e eu fotografar o “Paradise
Ser mãe é aturar as doidices das filhas e ainda bem!

As 2 faces do mesmo

3 janvier 2012

As 2 faces do mesmo

Hoje, regressaram à escola. A entrega das avaliações será feita ao longo desta semana (ao contrário de outras escolas), embora na internet e ao alcance de qualquer um, seja possível ver as notas do primeiro período. A escola tem um portal e uma página no facebook. A informação espalha-se à velocidade da luz.

Não gosto do facebook como rede social, se bem que em termos de propagação da informação, reconheço-lhe uma certa utilidade.
Em casa, temos falado bastante com as nossas filhas prevenindo-as dos perigos, determinando o que é realmente essencial. Não posso dizer que não foram instruídas mas manifestámos um desacordo quanto à adesão duma delas.

Tenho facebook que serve basicamente como prolongamento do meu blog.
Um dia, navegando por entre figuras públicas desse mundo, descobri que a M. tinha também a sua página, mas sobre um nome imaginário (e bastante criativo).
O espanto foi a minha primeira reacção.
Escolhi o silêncio nos nossos diálogos, para criar o efeito surpresa, convidando-me como amiga. Demorou, mas acabei por ser adicionada aos cento e tais “amigos” da lista (quando os reais se comtam pelos dedos duma mão).

Larguei as rédias. Depois, desculpou-se justificando-se em demoradas conversas. Ao fim e ao cabo, a ideia prevalecente que vingou, foi a de não ser como as outras, ser excluída e isso, aterrorizava-a.
Passou a ir com muito mais frequência, alimentando uma página que até aí permanecia vazia de contéudo.
Com a consciência tranquila, as conversas fluíram, as fotos encheram albuns e os comentários… sem limites. Tornou-se viciante!

Até que, apanhada no fogo que enflama qualquer adolescente, aquando da publicação duma foto no dia da despedida dum professor que se revelara excelente anfitrião e com o regresso da antiga professora, após prolongada baixa, os comentários foram ao princípio lamuriantes, para em seguida ficarem acidulados e finalmente acabaram por ser descobertos.
Como consequência e depois duma noite sem dormir nem conseguir exprimir-se, embaralhada, numa manhã de Inverno, apresentou-me um papel para eu assinar, exprimindo um aviso que, “se voltasse a acontecer, haveria conselho disciplinar”!

Um balde de água fria, foi a minha segunda reacção.
Agora a página está fechada, tempo de reflexão para melhor maturação.
Aquilo que mais me impressiona, são duas moças que, odiando-se ostensivamente na escola, têm “afinidades” que ultrapassam a mais cinica hipocrisia no facebook.
Pergunto-me, quantos pais se importam com o que realmente se passa nas redes sociais dos seus filhos?

Adolescentes

13 août 2011

Adolescentes

Em meados de Julho, a C. e a J. levaram, cada uma a sua amiga, para conhecer a outra casa. Os dias passaram ao sabor do Verão, dias quentes com a vantagem de ter tão perto da casa, a praia duma barragem praticamente só para elas.
A casa enchia-se de risos, de brincadeiras.
A viagem para lá, como para cá, foi divertidíssima. Fez-se um concurso da canção e eu, ao volante do automóvel, fazia a vez de juri.
O tempo passou a voar.

Esta semana, a irmã mais velha levou as amigas do coração a partilhar este pedaço de paraíso. Trocaram-me o dia pela noite e pouco mais fizeram senão mergulhar nas mesmas águas ao final das tardes até o sol desaparecer.
Concederam-me uma ida a Espanha para encher o depósito e uma paragem no Pomarão para ver as lides dum pescador à volta da sua rede. De resto, esperaram à sombra o regresso da minha incursão pelas ruas da aldeia.

Descubro lentamente que não sei lidar com este novo ciclo da idade. Fecham-se, perdem a espontaneidade, contêm os risos para os partilhar só entre elas.
Na ida como no regresso, a viagem fez-se em silêncio, apenas ao som da rádio.
Por vezes, é difícil arrancar palavras às adolescentes!

Irmãs

6 juin 2011

Irmãs
IrmãsIrmãs

Peço a uma das irmãs para ir buscar hortaliça no quintal. Vão duas.
Penso:”Isto vai acabar mal!”
Calada, fico pela cozinha. Atenta aos sons em redor, pronta para intervir a qualquer momento.
Talvez esteja a fazer uma pintura demasiado cinzenta das suas relações ultimamente, porque as gargalhadas soaram mais alto ainda.

Irmãs

Malandra, a garota!

27 février 2011

Malandra, a garota!
Malandra, a garota!
Malandra, a garota!

E eu que pensava ter feito o meu primeiro par de meias… com 12 anos, a calçar 40 a M. surrupiou-mas!

A terrível verdade

14 février 2011

A terrível verdade

De repente a M. virou-se para mim, calma, segura, sobretudo confiante “gostava de oferecer algo para ele”.
Ele, um rapaz de 12 anos que não conheço, inteligente, que gosta de ciências, que sonha ser cirurgião mas que não gosta de ler.
No meio das limitações duma pequena cidade, descobrimos este livro nas prateleiras duma papelaria.
Antes de escrever umas palavras nas primeiras páginas do livro, alusivas certamente ao Dia de S. Valentim, tive tempo de dar uma vista de olhos e até de achar graça a esta colecção Ciência Horrível.
Baseada sobre factos verídicos, Nick Arnold põe à prova o jovem leitor ao longo das páginas, injectando-lhe um vocabulário novo. “Sabias que os estudantes de Medecina têm de aprender dez mil palavras novas? Ainda tu pensavas que as aulas de Português são difíceis!”

Se a aprendizagem passar por coisas horríveis… why not!
O horrível torna-se subitamente horrivelmente fantástico!

A terrível verdade

Sangue, Ossos e Pedacinhos
de Nick Arnold
Ilustração Tony de Saulles
Publicações Europa-América

Alô

20 octobre 2010

+1

Quer um telemóvel. Todos na turma têm um. Ela não.
Certamente nem todos têm os mesmos valores, mas considero que ainda é cedo.
Diz que se sente descriminada. Por um telemóvel?
Olho para ela.
Esconde o olhar atrás duma franja. Mexe os dedos das mãos, faz um jeito com a anca, os pés desiguais, do tipo um pisando o outro.
Amo-a!
É a minha primeira pré-adolescente e hoje faz anos.

Uma noite pré-adolescente

25 octobre 2009

Há uma evolução muito interessante na história dos aniversários.
Quando eram pequenas manifestavam o desejo dum bolo partilhado na escola com os outros meninos; festas em casa, convidando a turma toda e mais alguns…
Este ano, a M. queria partilhar um serão com as suas grandes amigas.
Chegaram ao final da tarde de ontem. E para grande surpresa da M. (como se tivessemos lidos os seus pensamentos) levámos as suas irmãs e fomos jantar fora, deixando as 4 pré-adolescentes em grandes cumplicidades.
No meio da madrugada ainda ouvíamos os sussurros através do soalho. Tantos segredos espalharam-se entre as 4 paredes daquele quarto!

Pensavamos nós que a manhã se prolongaria quando fomos acordados por uma batalha de almofadas, gargalhadas e muita alegria.

Ela

8 juillet 2009

As manhãs fazem-se preguiçosas. Frente à tigela do pequeno almoço tenta prolongar o sonho que vivía momentos antes.
Passa horas à frente do espelho para pentear os cabelos rebeldes a alinhá-los com disciplina.
Escolhe a roupa a dedo. Assume a definição das cores.
Durante o dia, afasta-se do grupo e acabo por encontrá-la em leituras profundas.
Nas conversas, fala com pontos de interrogação. A voz não a trai, ela experimenta, ela filosofa.

Mas no canto do jardim ainda ouço grandes gargalhadas partilhadas com as amigas do coração.
São segredos inquebráveis!

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