Sábado/Domingo
29 avril 2012
Sábado
Concordar com os pais para uma ida ao shopping no Algarve, teve as suas contrapartidas. Não gosto dos centros comerciais e elas não gostam de viajar por estradinhas.
Saímos de Mértola, passando por Almodôvar, S. Barnabé em estrada de terra batida até Alte, S. Bartolomeu de Messines e Algoz. Uma paragem na Guia para ver as caras animadas das miúdas e um jantar merecido à beira do mar em Armação de Pêra.
Domingo
Não queria perder por nada a Feira Anual de Mértola e espreitar pela mesma ocasião a Feira do Mel, Queijo e Pão. Tenho de aprender que antes das 10h, não vale a pena estar nas feiras a Sul do país! Enquanto montavam as tendas, deambulei pela vila antiga. Depois, a feira foi-se enchendo de pessoas e o meu olhar perdeu-se no meio de tanta gente!
No Monte do Vento
23 mars 2012
Mandar calar as crianças numa visita de estudo ao Monte do Vento, é missão praticamente impossível. Por essa razão, a observação das aves passou-nos um pouco ao lado apesar do entusiasmo da caminhada no montado.
Mas presenciámos os javalis, as lontras e outros tantos bichos.
Houve jogos didácticos, muito originais e simples.
Uma visita à estufa das plantas aromáticas e medicinais impôs-se, descobrindo nós todo o seu processo até a secagem e embalagem.
Este foi o primeiro dia das nossas férias!
A Estrada Municipal 507
16 mars 2012
Na procura dum pouco de evasão, percorremos pela primeira vez, a Estrada Municipal 507, marginal do rio Guadiana, entre Alcoutim e a Foz de Odeleite.
A paisagem é magnífica, tanto através das margens portuguesas ou espanholas, para além de proporcionar uma amostra da actividade que se faz sentir pelo rio acima.
Recomendo o Museu do Rio, em Guerreiros do Rio, um núcleo museológico muito interessante e bem documentado em torno, não só da vida piscatória, do transporte fluvial, como também do contrabando outrora aí praticado.
Li em documentos antiquíssimos que a frota atlântica dos Templários, normalmente sediada em La Rochelle (França), “desapareceu” aquando da extinsão da Ordem e “consta” que se veio refugiar no Guadiana, tanto mais verossímel que Castro Marim tinha sido uma das sedes dos Templários em Portugal. Como qual, estamos sempre a pisar terras cheias de História …
No próximo fim de semana, o Pomarão será o palco do Festival do Peixe do Rio. Apareçam!
O ano sabático
29 août 2011
Na hora de fazer as malas, olho para estes 10 anos aqui vividos e confesso, criei raízes.
Na hora de fechar as portadas, olho para a rua, olho para as serras e sinto uma doce saudade invadir-me.
Abraço esta gente que tanto me acarinhou, tanto me ensinou.
Vou.
Vamos.
Tudo em família.
Trocamos a Beira Alta para o Baixo Alentejo. Algures na margem esquerda do Guadiana, às portas de Mértola.
Um ano chave.
Uma nova região, novas tradições, outras culturas.
Uma nova escola, novos amigos.
Dar tudo por tudo. Acompanhá-las no dia a dia e juntos irmos à descoberta.
A obra acabou (ou quase). Há que habitar e dar vida à nova casa.
XuXudidi et plus encore mantem-se, apesar de nos próximos dias ainda não termos ligações à internet.
Até jà!
Caminhos de ferro
14 juillet 2011
Caía o dia no cais de embarque. Encurralado entre o mar e o rio Guadiana, misturavam-se vocábulos que na altura não entendia, grande agitação e muitos sacos, soldados e grades de cervejas, algarvios e vivos ao som do galináceo, velhos, jovens e eu.
Há 30 anos atrás, fazia pela primeira vez a viagem do combóio nocturno dito “correiro”, desde Vila Real de Santo António e com chegada a Lisboa na madrugada seguinte. A vivência desta viagem era única, memóravel. O combóio ía cheio duma amostra do Portugal da altura.
Voltei a Vila Real de Santo António. A estação tem um ar de menina que não conseguiu domar o areal, portas abertas, guichet ainda fechado, tudo ficou tal qual a encontrei décadas antes. A obra arquitectónica da estação, de 1945, é de Cottinelli Telmo. É linda!
Chegam notícias, um pouco de todo o lado, do encerramento de linhas de caminhos de ferro, do fecho de estações e não entendo. Os combóios têm uma história já secular em Portugal. Tiveram uma função de desenvolvimento rural, social, industrial, de comunicação desde os meados do século XIX. A CP, na figura dos seus antepassados, foi um marco neste desenvolvimento.
Hoje está subdividida em multiplas empresas tais como a Refer, a CP Carga…
Claro que não há dinheiro suficiente para alimentar estas administrações desmesuradas com mordomias exorbitantes, quando a função da CP é o transporte alternativo às vias rodoviárias e aéreas.
Encerrar as estações e as linhas do caminho de ferro é isolar ainda mais o interior, deixando de se contribuir para o seu desenvolvimento.
Fecham-se fábricas, fecham-se escolas, centros de saúde, estações de caminhos de ferro…
Que futuro nos reservam?
Sala de Aula do Estado Novo
25 avril 2011
A roupa que levámos não previa tanta chuva.
Numa casa ainda em obras, cada dia revelou-se uma aventura!
Entre passeios a pé ou de bicicleta, entretanto abortados, devido à persistência dos pingos, fizeram-se grandes jogadas de Monopólio.
É incrível como longe de qualquer rede de comunicação a família fica ainda mais unida, com tempo de sobra para se deixar ficar.
Mil e umas razões nos levaram a visitar a Escola S. Sebastião de Mértola. Situada na margem direita do Guadiana e nos espaços físicos da escola, encontra-se um Núcleo Museológico, a Ermida de S. Sebastião e a Necrópole Romana.
A M. pesquisou na biblioteca da escola uma lenda sobre Mértola para um trabalho escolar e aproveitámos para espreitar a exposição “Reconstituição de uma sala de aula do Estado Novo”.
A exposição estará patente ao público à partir de amanhã até ao dia 29 de Abril.
Boas Festas!
22 décembre 2010
Dias assim
26 novembre 2010
De manhã, com a J. porque era dia de greve, fomos até ao Porto entregar estes taleigos.
À noite estava em Lisboa.
No dia seguinte, percorri o Alentejo de lés a lés.
A outra casa já tem janelas e um chão para pôr.
O Natal está às portas!
Espreitar
8 octobre 2010
Gosto de espreitar as janelas encerradas, a casa desabitada, a mercearia fechada.
Gosto de ver este tempo que passa, imutável, impresso no lugar.
Por onde ando, não há curiosos, nem intrusos, muito menos larápios.
A caravana
3 août 2010
Quando anunciámos que íamos visitar a G. e o P. e que passaríamos là algumas noites, as feições mudaram logo ao explicarmos a estadia delas a uma curta distância da nossa, mas numa caravana no fundo do jardim.
A caravana tem 30 anos. Serviu de abrigo enquando a casa estava a ser restaurada. Hoje, está pronta para receber os amigos de passagem como foi o nosso caso.
Para as miúdas, foi uma alegria descobrir como, num cubículo, é possível ter uma casa em miniatura e até uma boa biblioteca, recheada de B.D.
E assim se passaram os dias no fundo do jardim onde também as refeições foram tomadas, onde se tomou banho e onde elas desenvolveram competências no jogo da pétanque.







































