Do fim-de-semana

2 mars 2015

Ouvrir a música depois do excelente concerto
Toi et moi
Almoço no alpendre. Que venha a Primavera!

Todos os fins-de-semana o são, mas este em particular, foi partilhado no primeiro dia com a M. em Lisboa.
Programou idas aos alfarrabistas e as exposições. Limitei-me a guia-la e a acompanhar pela cidade. Calhou passarmos pelos Tibetanos (tenho a tendência por me esquecer continuamente de que a minha filha é uma vegetariana atípica!). A noite, fui levada a conhecer a música que ela gosta.
A cassette foi a compra inesperada mas perfeita para a viagem de regresso, num carro cujo a radiofonia parou no tempo.
Ontem domingo, e o primeiro almoço do ano no alpendre fez-me acreditar que a Primavera está para chegar!

Chama-se « plumette »

26 février 2015

La brassière
Construction
A gola

Composto de alpaca e de seda, a « plumette » tricotada juntamente com uma outra lã torna qualquer modelo mais macio.
Por duas vezes recorri a ela. Foi o caso da brassière que já tinha tricotada para uma das minhas filhas há uns anos e que voltei a tricotar este inverno para um tamanho adulto.
Com as sobras, fiz uma gola. Além de macia, deu a lã uma nova textura e um outro brilho.

Sem medo

22 février 2015

Sem medo #tricot #knitting

Ao longo dos anos, nessa difícil aprendizagem de ser mãe, fui ganhando medo, não tanto de proferir palavras mas sim de escrevê-las.
Uma espécie de complexo apoderou-se da minha pessoa. É tão difícil ser-se estrangeira em casa de portugueses.
A sensação de ser lida no blog, fez com que me sentisse ainda mais insegura. Por essa razão, fui pedindo a ajuda da minha família na revisão dos textos antes de serem editados para que quem espreitasse a minha janela, pudesse me ler de maneira legível e, o mais importante, ser compreendida. Achava que, com frases pequenas, me safaria.
Neste preciso momento em que escrevo, não tenho ninguém por perto e passará a ser assim. Vencer a vergonha de ser estrangeira a escrever em língua portuguesa. Deixar igualmente de esperar que alguém me acuda para finalmente publicar.
Sem medo, exponho os meus erros gramaticais, os meus erros ortográficos e sintácticos.

Vencer o medo é crescer. Ao fim de tantos anos realizo o grande desejo de tricotar uma camisola com agulhas circulares ou, por outras palavras, uma camisola sem costuras. Mas voltarei a falar dela quando estiver acabada.
Sem medo, tenho muitos posts para pôr em dia!

À espera de

10 février 2015

À espera de
À espera de
À espera de

Estas meias, tricotadas à mão, são de cano alto e estão à espera de uns pés felizes, ou seja, as meias podem ser suas.

E já cá vão duas!

3 février 2015

E já cá vão duas!
E já cá vão duas!
E já cá vão duas!

Ter 15 anos é também pedir à mãe para tirar uns retratos porque o dia é solene, mas acabam por fazer palhaçadas e acham-se o máximo quando não estão quietas, lindas quando distorcem a parte facial.

Cresci numa casa onde havia exigências com a fotografia. Eram tiradas parcimoniosamente. Esperávamos pelo fim do rolo, esperávamos ainda pela revelação e pela impressão.
As fotografias guardadas, algumas em álbuns, são memórias extraordinárias dum outro tempo, com outras noções à volta da imagem.

Quando vejo os retratos destas adolescentes, através das diversas redes sociais, comparo-os a uns descartáveis, publicar e aparentemente deitar fora. É viver o presente em toda a sua força.
Para os anos da benjamim da casa, a irmã mais velha ofereceu-lhe fotografias que têm marcado o seu percurso de vida. Encheu as paredes do quarto destas imagens formando letras e formas. A mancha de imagens assim projectada era interessante mas o conteúdo de cada uma delas faz-me pensar. Afinal qual será a recordação que ela terá mais tarde?

A C. faz hoje, 15 anos. Assumidamente uma adolescente. E já cá vão duas em casa!

De cara lavada

30 janvier 2015

Mantas e alforges
A arte de ser aprendiz #tear
Os fusos
A colcha de carapulo
O tear

A Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola está de cara lavada. As modificações naquele espaço passaram a valorizar sobretudo a parte museológica. É um prazer ver as peças antigas fundamentais no percurso da lã até à sua chegada ao tear, ver de igual modo as mantas e os seus padrões mas, sobretudo, a linda colcha de carapulo tingida de azul anil.
Na parede do fundo, os 3 teares, alguns deles mais que centenários, foram alinhados e estão em uso, mas continuo a achar que falta uma luz natural para dignificar o trabalho das tecedeiras que, durante o dia, laboram à luz eléctrica.
A oficina está de cara lavada mas resta a questão da preservação dum património ainda vivo em Mértola que está por um fio e que neste momento depende da única tecedeira ao activo e da sua aprendiza. Uma boa razão para visitar Mértola!

Outros pés andam felizes!

29 janvier 2015

Outros pés andam felizes!
Outros pés andam felizes!
Outros pés andam felizes!

Tricotar para fora é gratificante, porque outros pés também andam felizes!

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